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O corpo fala aquilo que, muitas vezes, a mente ainda não conseguiu elaborar.

Na perspectiva psicanalítica, nem toda dor encontra sua origem em uma lesão física. O corpo pode tornar-se um espaço de expressão para conflitos emocionais que permaneceram sem elaboração consciente. Traumas, perdas, medo, culpa, excesso de responsabilidades, frustrações e estresse prolongado podem deixar marcas que ultrapassam o campo psicológico e repercutem no funcionamento do organismo.
Na perspectiva psicanalítica, nem toda dor encontra sua origem em uma lesão física. O corpo pode tornar-se um espaço de expressão para conflitos emocionais que permaneceram sem elaboração consciente. Traumas, perdas, medo, culpa, excesso de responsabilidades, frustrações e estresse prolongado podem deixar marcas que ultrapassam o campo psicológico e repercutem no funcionamento do organismo.

Quando uma emoção é constantemente reprimida ou silenciada, ela não desaparece. Em muitos casos, encontra outras formas de se manifestar, influenciando o sistema nervoso, aumentando o estado de alerta do organismo e favorecendo o surgimento de tensões musculares, dores persistentes, fadiga, alterações do sono e outros sintomas físicos. Isso não significa que toda doença tenha origem emocional, mas reconhece que corpo e mente estão profundamente interligados.

O corpo possui uma memória própria. Ele conserva experiências que, por vezes, a consciência tenta esquecer. Aquilo que não encontra espaço para ser simbolizado pela palavra pode buscar expressão por meio do sintoma.

Curioso é o corpo...Enquanto a mente tenta guardar certas experiências em uma gaveta esquecida da memória, o corpo insiste em recordar. Ele revela, em silêncio, aquilo que ainda precisa ser escutado, compreendido e elaborado.

É por isso que, na Psicanálise, acreditamos que dar voz ao sofrimento é um passo fundamental. Quando a dor encontra palavras, ela já não precisa, necessariamente, falar apenas através do corpo.

@soraiatrino.psicanalista


 
 
 

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